Nos últimos 4 ou 5 anos houve muita especulação sobre a chegada da lendária marca inglesa ao mercado brasileiro. De lá para cá, muitos outros registros oficiais e oficiosos foram feitos, mas nada muito sério. Mas desde o EICMA de 2016 (Salão de Milão), em novembro do ano passado, as especulações ganharam força e houve até uma palavra oficial sobre a vinda da marca para o Brasil a partir deste ano.

A Royal Enfield é uma marca inglesa que começou a produzir em 1901 – a mais antiga do mundo em produção sem interrupção – , mas que está sob controle da indiana Eicher Motors desde a década de 1990. Esta empresa tem sido a responsável pelo recolocação da marca em vários mercados, inclusive o brasileiro à partir deste ano. A empresa anunciou nesta semana a apresentação de suas motos para a Imprensa no final de abril e, ainda segundo especulações, serão três os modelos que vão marcar a entrada da marca no Brasil: Classic 500, Continental GT 535 e a mais interessante de todas, a trail aventureira Hymalaian, chegará um pouco depois – até o final do ano.

As informações oficiais sobre a marca e suas motos, entretanto, são rasas. Atualmente, a empresa, considerada uma das maiores do mercado asiático, está investindo em um projeto de expansão global, confirmando investimentos também na França, Inglaterra, Espanha e Emirados Árabes Unidos. No Brasil as motos Royal Enfield chegarão importadas inicialmente, e ainda não há qualquer confirmação sobre a montagem das motos em terras brasileiras.

A Royal Enfield segue um padrão clássico de construção de motocicletas e planeja usar o Brasil (considerado por Siddhartha Lal, CEO da empresa, como o maior mercado da América Latina) para expandir sua atuação no segmento de motos médias. Segundo a imprensa especializada indiana, Lal também disse que a Royal Enfield quer dobrar sua produção para cerca de 900 mil unidades/ano até 2018 e que não descarta e implantação de uma fábrica em um destes países (inclusive no Brasil) que estão recebendo os investimentos, até então, via exportação.

Se vierem com um preço atrativo, as motos da Royal Enfield podem encontrar um nicho amplo por aqui, onde há poucas linhas de motos clássicas, sendo estas sumariamente de grande cilindrada e preço mais elevado, como a família Bonneville, da Triumph. Conheça as novas motos que chegarão às ruas brasileiras em breve.

Royal Enfield Continental GT

Como não poderia faltar em uma família de motos clássicas, o segmento café racer é representado pela Continental GT. A moto é equipada com o motor Royal Enfield Bullet 500, considerado o propulsor mais moderno da marca, de 535 cc e um cilindro, refrigerado a ar. Apesar da cilindrada média, os números não são lá muito expressivos: 29,1 cv de potência máxima a 5.100 rpm e 4,4 kgf.m de torque, a 4.000 rpm.

As suspensões dianteiras são de garfo telescópio, e as traseiras de amortecedores a gás. Os freios contam com disco de 300 mm na frente e 240 mm atrás. A alimentação é por injeção eletrônica. A capacidade do tanque é de 13,5 litros e a moto pesa 184 kg.

Preço aproximado na Índia: 1,99,000 rúpias (cerca de R$ 9.500,00 reais)

Royal Enfield Classic 500

Como o nome sugere, esta é uma moto essencialmente clássica, desde o visual ‘pós-guerra’ até a configuração roots de uma moto dos anos 1950 com um grande cilindro único e arrefecido a ar. O fabricante inclusive a segmenta como um modelo ‘retro street’. Segundo a marca, o projeto clássico é enfatizado pelo banco de sela para apenas uma pessoa, farol com revestimento e estilo “olho do tigre”, design vintage das luzes traseiras e tanque ‘trabalhado com gráficos da era pós-guerra, com almofadas laterais para melhor encaixe das pernas.

Abaixo do tanque de 13,5 litros, um motor de quatro tempos, monocilíndrico, com 8.5:1 de taxa de compressão, 499 cc e que gera humildes 27,5 cv de potência máxima, aos 5.250 rpm, e 4,2 kgf.m de torque, a 4.000 rpm. O câmbio é de cinco marchas e a alimentação se dá por injeção eletrônica. Na balança, são 190 kg.

Preço aproximado na Índia: 1,68,000 rúpias (cerca de R$ 8.100,00)

Royal Enfield Himalayan

“A única motocicleta da qual você irá precisar”. O slogan é otimista e destaca o espírito versátil e aventureiro da moto – o que também está presente no nome. A Himalayan é a opção todo-terreno da RE e considerada o principal lançamento da marca nos últimos anos. Na ficha técnica, constam as longas suspensões (com 200 mm na dianteira e 180 mm na traseira), o chassi de berço dividido, o freio a disco de 300 mm com dois pistões na roda da frente (atrás tem pistão simples e disco de 240 mm) e o painel com elementos em LED.

Para estar pronta para qualquer aventura, a Himalayan conta com um motor robusto que entrega torque e potência máxima em médias rotações. O propulsor de um cilindro, quatro tempos, arrefecido a ar, SOHC, taxa de compressão de 9.5:1 e 411 cc, gera 3.2 kgf.m de torque (4.500 rpm) e 24,8 cv (6.500 rpm). A alimentação deve seguir as irmãs e ser por injeção eletrônica, apesar dessa informação ser ainda não oficial e, na imprensa indiana, há informações sobre a Hymalaian equipada com carburador (sim, eles ainda existem) com sensor de posição do acelerador. Como não poderia ser diferente, a Hymalaian tem câmbio manual de cinco marchas, a distância livre do solo é de 220 mm, o peso da moto é de 182 kg e o tanque de combustível tem capacidade para 15 litros de gasolina.

Preço aproximado na Índia: 1,56,000 rúpias (cerca de R$ 7.500,00)

 

Fonte: Moto line