Olá amigos!

Mais uma vez nos encontramos no “cantinho” das miniaturas.

É interessante verificar como é um tema que interessa a tanta gente. Talvez por ser mais acessível às bolsas. É mais económico comprar um Ferrari para colocar na vitrina do que comprar um para passear com a/o namorada/o, não acham? Ihihihihih!

Pois bem, a equipa do nosso portal amigos, além de fazer o trabalho que tem para fazer e que é imenso, como sabem, ainda arranja um tempinho para pesquisar e trazer para todos nós, temas de interesse geral e, no caso presente, sobre miniaturas. Isto só acontece quando se fazem as coisas por amor.

A jovem Marcella Gago, trouxe-nos uma bela colectânea de modelos e informações bastante interessantes. Vamos ver.


Miniaturas completas e delicadas de máquinas e veículos de transporte vêm sendo construídas por artesãos desde os primeiros tempos, mas só depois de 1934 é que os modelos fundidos de automóveis e caminhões surgiram em grande volume no mercado. Naquela época, esses novos brinquedos não eram vistos pelos seus fabricantes como brinquedos pròpriamente ditos (ou peças de colecionador), e a sua finalidade era apenas dar maior realismo aos cenários das ferrovias em miniatura.

Desde o começo da década de 20, Franc Hornby vinha produzindo conjuntos de trenzinhos cada vez mais deta-lhados. Um destes, o Meccano Set nº 21, podia ser embelezado com os componentes do Set. nº. 22: seis modelos fundidos, incluindo dois carros, dois veículos comerciais, um trator e um tanque. Por estarem reunidos em um conjunto, esses primeiros modelos da Dinky levaram o mesmo número.

Aumenta a serie

Os modelos eram toscos, segundo os padrões normais. Eram fundidos em uma liga de alta percentagem de chumbo, o que não permitia alcançar a forma definida que se tem hoje. Mas na verdade, eles não pretendiam ser réplicas de carros existentes embora os primeiros tivessem alguma semelhança com S. S. 1, o carro que precedeu o Jaguar. Quanto à escala, os modelos nem sempre eram harmoniosos com a escala do trem com o qual deviam formar um conjunto.

Modelo do Rolls-Royce Silver Ghost de 1912

 

Com o passar dos anos, a série da Dinky foi aumentada e aperfeiçoada a qualidade da reprodução e dos detalhes. Pouco antes da última guerra já existiam alguns veículos militares de primeira classe, inclusive tanques com torres giratórias e lagartas móveis. Partir de 1950, novas técnicas de produção foram introduzidas. Lesney, com o esplendido Coronation Coach, e Gorgi (“o que tem janelas”) seguiam de perto a qualidade dos modelos Dinky. Mais detalhes, melhor acabamento a cores e um bom sistema de movimento inauguraram uma nova era que tornou possível a produção de milhões de modelos fascinantes e com um preço ao alcance da maioria das crianças.

Os veículos em miniatura atravessam linhas de produção com muitos pontos semelhantes às dos carros verdadeiros, mas em um número incrìvelmente maior. As bases do projeto, fabricação e comercialização do produto são similares às da indústria automobilística. Há, é claro, um alto grau de cooperação entre os responsáveis por ambas as indústrias.

Z essencial que os fabricantes de brinquedo estejam bem informados dos modelos projetados, porque o tempo necessário para produzir um novo item é quase o mesmo para desenvolver um veículo real. Normalmente uma fábrica de brinquedos leva de nove a quinze meses para projetar, construir e testar um novo modelo antes que ele possa ser remetido para o mercado mundial.

E é para descobrir detalhes pouco comuns que os engenheiros da indústria de brinquedos estudam os desenhos que lhes são exibidos pelos projetistas de automóveis e os procuram em exposições e feiras de todo o mundo.

Protótipos

Quando se decide qual o modelo a ser construído, são feitos dezenas de desenhos. E da mesma forma como na indústria automobilística, são confeccionados protótipos de madeira ou de latão por artesãos altamente especializados. É neste estágio que devem ser feitas as alterações, e este trabalho pode gastar até 30 mil homens-hora.

 

Um teste de produção revela todos os inconvenientes e, após a correção, o modelo está pronto para ser feito em larga escala. Dezenas de componentes separados compõem o modelo acabado, e cada uni deles é um exemplo detalhado da técnica de engenharia de miniaturas.

Desenhos de um G.A e o modelo acabadode um Jaguar tipo E de 4,2 litros.

Sistemas de direção, suspensão, eixos, pneus, bem como chassis e carroçarias passam pelas mãos ágeis de uma equipe de montagem em que predomina o elemento feminino. Operação de pintura é fascinante, desde a raspagem, pintura, fosfatização, até a passagem pela estufa.

Os modelos atuais são tão brilhantes, duráveis e coloridos quanto os carros que eles representam, e cada um passa por uma “pista de provas” uma rampa especial onde são imediatamente rejeitados os que não conseguem andar em linha reta. A capacidade de inventar detalhes percorreu um longo caminho, desde os primeiros tempos dos carros fundidos.

Janelas, acabamento dos interiores, capôs que, se abrem, revelando motores niquelados, rodas quase livres de atrito tudo isso são itens que mostram o desenvolvimento de uma indústria também empenhada em uma competição mundial.

Fonte: História do Automóvel, editora Expressão e Cultura.


Obrigada querida Marcella e esperamos que muitos mais lhe sigam o exemplo.
De Portugal e sempre ao dispor fica uma amiga com muita saudade e que vos abraça com todo o carinho.

Ana Maria Thomä
www.raiodesol-online.com.pt
anamaria@autoclassic.com.br