Preservar as Motocicletas Csepel,  Mantendo e Difundindo sua Cultura

Antes da segunda guerra mundial , a firma Weiss Manfred da Hungria estava  no anonimato a despeito da produção de motores dois tempos de 98 cm³ . Nacionalizada depois de 1946 ela constrói um ciclomotor 2 tempos de 100 cm³ , depois um de 125 cm³ já com a marca Csepel  , nome de um bairro de Budapeste onde ela estava situada.

 Em 1940 sua primeira 250 cm³ dois tempos foi  também batizada Csepel, tinha rabo duro e selim. 

Csepel 250cc 1947

Em 1950 foi adotado o quadro elástico e o banco para duas pessoas. No começo de 1954 a fabrica da Csepel muda o nome para Mogurt e sua 250 cm³ adota o nome de Pannonia . Durante épocas diferentes foram produzidas motocicletas e scooters com os nomes de Danuvia, Tunde (scooter) e Panni, além da famosa Pannonia. Esta máquina muito convencional era típica da produção motociclística da Europa central.

 Seu monocilindro 2 tempos com sentido de rotação oposto, possui um cabeçote em liga leve e cilindro de ferro fundido com  transmissão primária por pinhão. A pedido  dos clientes podia adotar corrente primária e neste tinha o sentido da rotação do motor  invertido. A caixa de marcha com 4 velocidades acionada pelo pé, o quadro e a suspensão, sem originalidade para a época, foram reforçados para a utilização de um sidecar original batizado Duna que era oferecido como acessório pela fabrica .

A Csepel 250 cm³ foi produzida de 1947 a 1954 nos modelos ED, EF e de Luxe (1954 – lançado junto com a Pannonia). A Pannonia foi produzida nos modelos TL, TL T, TL F, TL B, T1. T5, T6, T7, T8, T9, T9 A, T9 H, P10, P20. além de um modelo fora de estrada.

 A partir de 1956 , as Pannonia participaram regularmente do Bol d’Or com um excelente 4o  lugar na classificação geral na sua primeira participação. Para a corrida o motor de serie passou de 10 hp para 18 hp. Na sua última participação em 1959 , as 3 motocicletas de fabrica se colocaram em 10o , 11o e 14o lugar.

A partir de 1968  a 250 monocilíndrica ganhou a companhia de uma bicilíndrica  também 2 tempos, a P20 . Em seu desenho esta bicilíndrica se inspirou muito nos primeiros motores YDS da  Yamaha tendo inclusive o mesmo o diâmetro e curso do pistão  56 x 50 mm , assim como o cabeçote e o cilindro fundido .

A tecnologia da parte de baixo do motor era original e não devia nada a nenhuma escola. Um virabrequim desmontável em duas partes permitiu a utilização de um Carter monobloco sobre qual se fixavam dois mancais laterais que sustentavam os rolamentos . a caixa de marcha com 5 velocidades ficava em um bloco lateral . Quanto ao quadro ele era muito menos original , seu berço duplo não tinha a rigidez da 250 monocilíndrica.

Como nos anos 50 , a propaganda da Pannonia era baseada em sua participação no Bol d’Or  , porem este mudou muito depois dos anos 50 e as motocicletas inscritas em 1971 eram muito parecidas com motos de serie e estavam completamente ultrapassadas .

Em 1972 a lição se completou , com seus 30 hp e velocidade final de 170 km/h  com silencioso e filtro a ar , a melhor das duas Pannonia se classifica em 23o lugar, atrás de todas as grandes cilindradas.  A partir daí não foi mais possível enfrentar a competição das Japonesas.

A fábrica encerrou sua atividades em 1975.

 

O Portal AutoClassic agradece a Motos Antigas Ltda. na pessoa de: Vitor  Rossigneux – Curitiba Parana e Guilherme Pacheco pela colaboração na elaboração deste artigo

Equipe AutoClassic
Rio de Janeiro – Brasil