A  Serpentina

A serpentina era um meio de transporte de famílias abastadas do princípio do século XIX. A miniatura da foto foi inspirada em uma gravura de Debret da década de 1820. O nome serpentina deriva do adorno em espiral colocado na extremidade dianteira do teto. Note-se o peso extremo que os escravos eram obrigados a carregar

 

A  Sege

Um dos primeiros veículos sobre rodas utilizado no Brasil, a sege ainda era usada no final do século XIX em logradouros distantes do centro do Rio de Janeiro. Esta viatura podia ter duas ou quatro rodas, dois varais, cortina de couro à frente e vidraças. Após a vinda da Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808, a circulação destes veículos aumentou consideravelmente, o que levou a administração pública a adotar uma série de medidas para regulamentar a circulação, também congestionada pela largura limitada das ruas. A imagem mostra uma sege, juntamente com uma serpentina, nas ruas do Rio de D. João VI.

 

A  Rede

A miniatura da imagem reproduz um meio de transporte usado no Brasil no princípio do século XIX, a rede. Esta ficava presa a um varal, carregado nos ombros de dois escravos. O menino deveria proteger o senhor em caso de sol ou chuva com sua sombrinha

 

A cadeirinha

Um dos meios de transporte mais utilizados no período colonial, a cadeirinha continuou em uso durante boa parte do século XIX no Brasil. O modelo representado pela miniatura, de acordo com gravuras da época, aproximadamente em 1820, servia principalmente para o transporte urbano, e os escravos trajando libré denotam a situação abastada do proprietário

 

Carregadores de cangalha

Estes escravos, retratados por Debret aproximadamente em 1820, carregam um pesado tonel através de um dispositivo de cordas e varas chamado cangalha, indicado também para o transporte de móveis pesados e frágeis 

 

Carreta a tração humana

A miniatura da imagem reproduz uma carreta, conhecida popularmente na época como “piolho”, puxada por escravos. A gravura na qual o modelo se baseia foi feita por Debret, na década de 1820, no Rio de Janeiro. As mercadorias haviam sido liberadas pela alfândega e os escravos as estão transportando para a casa do proprietário. Era indispensável haver um homem de confiança no grupo para evitar furtos no trajeto . 

 

A  Liteira

Esse modelo de liteira foi feito de acordo com as gravuras de Debret, dá década de 1820. Eram usadas pelas famílias de ricos fazendeiros nas viagens da cidade do Rio de Janeiro até os engenhos de cana de açúcar.

 

O primeiro ônibus do Rio de Janeiro

O primeiro serviço de ônibus efetivo no Rio de Janeiro surgiu em julho de 1838, com dois carros de dois pavimentos. A Companhia de Ônibus, concessionária do serviço, foi criada por iniciativa de Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho, Paulo Barbosa da Silva, José Ribeiro da Silva, Manoel Odorico Mendes e Carlos Augusto Taunay. Este último foi constituído agente da companhia, e fez contato com capitalistas que se interessassem em investir. As linhas da companhia deveriam partir do Centro para Botafogo, Engenho Velho e São Cristóvão no princípio, para posteriormente se estenderem a outros locais. Após dificuldades iniciais, como a oposição dos proprietários de carros de praça, a companhia prosperou bastante. A imagem mostra um ônibus francês contemporâneo à época do empreendimento carioca, e provavelmente semelhante àqueles utilizados aqui .

 

As “Gôndolas Fluminenses”

As gôndolas foram um tipo de veículo de transporte coletivo com capacidade de levar nove passageiros, menores, portanto, que os ônibus. A idéia de se estabelecer este tipo de serviço no Rio de Janeiro foi de autoria dos franceses Martin e C. Foi feito um requerimento no período da Regência, referendado a 17 de outubro de 1838, sendo concedido um privilégio de dez anos para a exploração do serviço. Deveriam ser instaladas cinco linhas, mas durante bastante tempo só havia duas, em função de dificuldades econômicas. Posteriormente, contudo, graças à perseverança de seus proprietários, dentre eles Carlos Augusto Taunay, a companhia prosperou. Uma das razões de seu sucesso era o preço de $120, muito inferior ao dos ônibus

O primeiro bonde do Brasil

Em 30 de janeiro de 1859, começava a circular experimentalmente o primeiro bonde do Brasil, por iniciativa de Thomas Cochrane, que, para tal, criou a “Companhia de Carris de Ferro da Cidade à Boa Vista”. A inauguração dos serviços regulares se deu em 26 de março de 1859, com a presença de do Imperador D.Pedro II e sua esposa. A força animal foi substituída em 1862 pelo vapor, mas a empresa, não conseguindo superar dificuldades financeiras, faliu em 1866

 

Bonde do Imperador D. Pedro II

Este carro foi produzido em 1878 para o imperador D.Pedro II pelo fabricante americano John Stephenson. Suas cores extrenas eram o verde, dourado e azul marinho. As peças de metal no interior eram niqueladas. Um segundo carro puxado a burros foi produzido para o imperador em 1887 pela Gilbert Car Company de Troy, NY (álbum da John Stephenson Company, 1888)

O primeiro bonde elétrico do Brasil

O primeiro bonde elétrico do Brasil e de toda América do Sul foi o carro de nº 104 da Cia. Ferro-Carril do Jardim Botânico, que teve sua apresentação e entrada em serviço em 8 de outubro de 1892. Levando diversos convidados ilustres, ele partiu do centro da cidade e terminou a viagem inaugural no escritório da companhia, no Largo do Machado. Na fotografia, tendo o Passeio Público ao fundo, o terceiro da direita para a esquerda é o presidente da República, Marechal Floriano Peixoto (Charles Dunlop, Rio Antigo)

 

Eletrificação dos bondes de Santa Tereza

O bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, possui a única linha urbana remanescente de bondes do Brasil. Seus serviços nunca foram interrompidos, apesar de grande pressão nesse sentido ao longo de muitas décadas. A Companhia Ferro-Carril Carioca, que introduziu o serviço de bondes no bairro na década de 1870, eletrificou as linhas em 1896, sendo um dos feitos mais notáveis o aproveitamento do antigo aqueoduto colonial como via de acesso ao bairro. O aqueoduto – conhecido atualmente como “Os Arcos da Lapa” – também é responsável pela bitola especial dos bondes de S. Teresa: 1,10m

 

Bondes elétricos em São Paulo

Os bondes elétricos em São Paulo começaram a cricular em 7 de maio de 1900, estando presentes várias autoridades. A empresa responsável, a Companhia Viação Paulista, entretanto, veio a falir e seus bens adquiridos pela Light em 1901. A foto mostra um bonde elétrico primitivo, passando pela rua São Bento no princípio do século. (Le Brésil, Paris, Librairie Aillaud, 1909)

 

Bondes da Companhia de Carris Urbanos – Rio de Janeiro

Esta empresa, formada em 1878 pela fusão de 4 outras companhias, possuía linhas que se estendiam pela região central da cidade, como o largo da Lapa, Riachuelo, Gamboa, Prainha, 1º de Março, Misericórdia, Santo Cristo e outros logradouros. Seus veículos tinham uma bitola bastante estreita, de 0,82m. Na imagem apresentada, que reproduz um quadro de Gustavo Dall’Ara, vemos o pequeno bonde da CCU, puxado por um único animal, fazer retorno na rua 1° de Março, em 1907  

O primeiro ônibus a gasolina do Brasil

No ano de 1908, foi introduzido o primeiro serviço regular de ônibus a gasolina do Brasil. Em comemoração aos 100 anos da abertura dos portos por D. João VI, foi realizada na Praia Vermelha a Exposição Nacional. O empresário Otávio da Rocha Miranda obteve então da prefeitura uma concessão para a implantação, em caráter provisório, de uma linha de auto-ônibus que circulava ao longo da avenida Central, hoje Rio Branco. Os veículos também realizavam viagens extraordinárias do centro da cidade até o local da Exposição, na Praia Vermelha. A mecânica desses carros era do fabricante Daimler, e a carroceria de origem francesa.

O bonde “CaraDura” do Rio de Janeiro

O bonde “caradura”, depois chamado de “taioba”, foi criado em 1884 com a finalidade de transportar qualquer tipo de bagagem, e passageiros de origem humilde, que não tinham condições de usar o bonde comum. Além do preço da passagem ser a metade – um tostão (cem réis), os passageiros podiam viajar descalços e sem colarinho, carregando pacotes, trouxas, aves, tabuleiros de doces, e quaisquer mercadorias de pequeno porte. O bonde teve grande sucesso entre o povo, e foi fonte de inúmeras histórias e anedotas  

Primeiros ônibus elétricos do Rio

Em 1917, a prefeitura aprova a instalação de um serviço de ônibus pela Av. Rio Branco, entre a praça Mauá e o Palácio do Monroe (antigo Senado). Foram utilizados carros elétricos movidos a bateria, construídos nos Estados Unidos. Tendo sido os veículos aprovados nos testes, o serviço foi inaugurado em 1918, durando até 1928. Na imagem vemos o ônibus na avenida durante o carnaval, atrás de um grupo de foliões.

  

O “Bonde-Assistência”

Há 100 anos atrás, o bonde era o meio de transporte dominante em nosso país. Por esta razão, diversos serviços de utilidade pública eram desempenhados por carros especialmente preparados para a finalidade em questão. Haviam “bondes de distinção”, para casamentos e batizados, carros para enfermos, carros mortuários, entre outros. A imagem mostra um “bonde-assistência” (ambulância) da Cia. Ferro-Carril do Jardim Botânico em 1922. Em pé, no estribo, está o presidente Epitácio Pessoa.(Rio Antigo, de Charles Dunlop) .  

 

Primeiro ônibus em Campo Grande, Rio de Janeiro

A imagem mostra o primeiro ônibus a realizar serviço de transporte de passageiros para a localidade de Campo Grande, no município do Rio de Janeiro. O veículo exibido é um Chevrolet 1927 .

O último bonde de burros

Os bondes puxados por burros foram usados durante muito tempo no Rio de Janeiro, então capital do país. Sendo substituídos pela tração elétrica a partir de 1892, eles desapareceram do centro da cidade e dos bairros mais importantes. Contudo, em alguns subúrbios mais distantes, como Madureira e Irajá, eles continuaram em uso. Pertenciam à companhia “Linha Circular Suburbana de Tramways”, e a última viagem deste tipo de bonde só iria acontecer em 1928 (segundo Charles Dunlop, Rio Antigo)  

Ônibus “Mamãe ,e leva” entre Petrópolis e Corrêias

A rara foto da década de 30 mostra um ônibus do tipo “mamãe me leva”, construídos pela Grassi em São Paulo. A mecânica do veículo é International, e a construção, com bancos em platéia e balaústres, lembra os bondes da época. A capacidade era de 12 passageiros. Este tipo de ônibus era muito adequado a pequenos empresários, na exploração de novas linhas, até então inexistentes.

Os ônibus da “Excelsior”

A viação Excelsior foi uma companhia criada pela “The Rio de Janeiro Tramways, Light and Power Co”, conhecida até nossos dias como a “Light”, a companhia de energia elétrica do Rio. Como a Companhia de Carris do Jardim Botânico detinha o monopólio das linhas de bondes para a zona sul, a Light decidiu conquistar parte desse mercado através dos auto-ônibus, cujos trajetos se sobrepunham às linhas de bondes. A Excelsior iniciou suas atividades em 23 de novembro de 1927, e adotou uma série de melhoramentos em seus ônibus: dispositivo regulador da velocidade, caixas coletoras para bilhetes, cuidados para que a capacidade máxima de lotação não fosse ultrapassada, etc. Foram utilizados ônibus com motor Daimler e chassi Guy. Tinham dois andares e capacidade de 28 passageiros embaixo e 34 no andar de cima. Eram chamados na Europa de “Imperiais”, mas aqui o povo adotou um apelido mais irreverente, o de “chopp duplo”

Ônibus “Jacaré” – 1930

Os ônibus apelidados de “jacaré” pelos cariocas eram veículos da empresa Excelsior, da Light & Power, que começaram a circular em 1927 no Rio de Janeiro. Com motor Daimler, chassis Guy (inglês) e carroceria construída nas próprias oficinas da Light, eles conheceram sucesso imediato, pelo seu conforto e por seus novos trajetos. A imagem mostra um ônibus “jacaré” na Av. Atlântica, em Copacabana, nos anos 30  

 

Linha Mauá-Leblon – Viação Excelsior

A linha de ônibus entre a praça Mauá e o bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, foi inaugurada em 23 de abril de 1928 pela Viação Excelsior. A foto, de 1931, mostra três carros dessa linha na garagem. A Viação Excelsior pertencia à Light, detentora da maior parte das linhas de bondes do então Distrito Federal. A linha Mauá- Leblon existe até os dias de hoje  

Ônibus para Alcântara – Década de 30

Os transportes por ônibus serviram localidades distantes de Niterói já na década de 30. A foto, de 1933, mostra um ônibus da Viação Santa Therezinha que percorria o trajeto entre a estação das Barcas e Alcântara, via Porto Velho. Apesar de muitos logradouros da região na época serem servidos pelo trem, os ônibus foram instrumento importante no processo de transformação dessas regiões afastadas em bairros residenciais

Ônibus “Sinfonia Inacabada”

Na década de 30, a empresa Grassi de São Paulo lançou um tipo de carroceria de ônibus diferente, construída sobre um chassis de mecânica Volvo. Como o motor do ônibus ficava oculto sob a parte frontal da carroceria, em contraste com os modelos da época, nos quais havia um capô proeminente abrigando o motor, o povo via o ônibus como se estivesse faltando algo – o próprio motor! Daí o apelido de “Sinfonia Inacabada”: belas linhas, mas na frente…

Ônibus “Kink Kong” – 1933

O ônibus apelidado de “King-Kong” foi um modelo introduzido pela Companhia Geral de Transportes, uma subsidiária da São Paulo Railway. A mecânica era inglesa, de marca Thornycroft, e a carroceria era da Grassi, de São Paulo. Fazia o trajeto entre São Paulo e Santos 

Ônibus Guy-Daimler – 1933

Estes ônibus da Viação Excelsior, de propriedade da Light & Power do Rio de Janeiro, tinham mecânica Daimler, chassis Guy e caroceria feita nas oficinas da Light. São vistos na Praça Floriano, mais conhecida como Cinelãndia. À frente dos três ônibus está um bonde da Cia. Ferro-Carril Jardim Botânico

 

Ônibus International 1933

Este ônibus, cuja mecânica é da marca International, pertencia à empresa N. Sª da Penha, cuja concessão, de 1931, foi outorgada a Francisco Lobo Netto. O ônibus percorria a linha Penha-Madureira (Rio de Janeiro) 

“Ônibus Bull-dog” – 1941

Os ônibus conhecidos como “bull-dog” eram na realidade veículos baseados em modelos GMC dos anos 40. A imagem mostra um “bull-dog” da empresa Lapa, de São Paulo, cuja carroceria foi construída pela Grassi 

Ônibus a gasogênio – 1944

O ônibus da foto, um Chevrolet “Tigre”, usava como combustível o gasogênio, nos difíceis anos da 2ª Guerra Mundial. Percorria a linha Urca-Ipanema, no Rio de Janeiro. A foto foi tirada no Cassino da Urca, que posteriormente se transformaria nos estúdios da TV Tupi

Ônibus “Bulldog”

O ônibus apelidado popularmente de “bulldog” é na realidade um modelo GMC dos anos 40. O apelido ocorreu por conta de sua frente achatada. A fotografia mostra modelos deste ônibus em Petrópolis nos anos 40 

Ônibus Scania – Viação Estrela do Norte

A imagem mostra um ônibus de mecânica Scania em 1948. Pertencia à Viação Estrela do Norte e fazia a linha 37, Praça Tiradentes-Penha, no Rio de Janeiro. Nesta época, a mecânica dos ônibus ainda era importada, e somente décadas depois houve a nacionalização através da implantação de fábricas de ônibus e caminhões no Brasil 

Bondes de Belo Horizonte em 1949

O serviço de bondes em Belo Horizonte se iniciou usando veículos de tração elétrica, sem a fase anterior dos bondes a burros. Essenciais ao transporte de massa da capital, os bondes encontraram dificuldades para um desenvolvimento mais amplo, como a falta de energia elétrica em períodos de seca. O governo assumiu o encargo em 1949, e em 1965 o transporte por bondes é extinto. A imagem mostra bondes na Praça 7 em 1949

Ônibus GMC – Rio de Janeiro, 1949

Os ônibus da GMC foram muito utilizados durante décadas no Brasil, antes do país conquistar autonomia na produção desse tipo de veículo. A foto de 1949 mostra um ônibus da Viação Independência, do Rio de Janeiro, que servia na linha de número 106, Lins-Urca. Posteriormente essa linha recebeu o número 442 até ser desativada nos anos 80

Ônibus REO – 1949

A imagem mostra um ônibus de marca REO, americana, que percorria a linha entre Nova Iguaçú e a Praça Mauá (Rio de Janeiro). O modelo é provávelmente um 19, de 6 cilindros. Na foto, ele está passando por Bento Ribeiro, subúrbio do Rio 

Ônibus Aclo-Grassi 1949

A imagem mostra um ônibus da linha 120 (Parada de Lucas – Mourisco), da Viação Copa Norte, em 1949, entrando na Av. Brasil, no Rio de Janeiro. A mecânica do veículo era inglesa, de marca Aclo, e a carroceria era fabricada pela Grassi 

Ônibus Inidana/Grassi 1949

A foto de 1949 mostra um ônibus da linha 33 (Praça Mauá – Abolição) no Rio de Janeiro. A mecânica do veículo era americana, da Indiana, e a carroceria era de fabricação Grassi

Bonde “Camarão” de São Paulo

O bonde apelidado de “Camarão” pelo povo de São Paulo foi o mais conhecido a circular nesta cidade. Produzido a partir de 1927, ele era pintado de vermelho, daí o seu nome. Pesava 18 toneladas, era fechado e tinha capacidade para 51 passageiros sentados. O último bonde a circular em São paulo também foi do tipo “camarão”, na linha de Santo Amaro, em março de 1968. A imagem mostra um bonde desse tipo circulando pela av. São João nos anos 50 

Ônibus REO – 1950

O ônibus apresentado é de fabricação REO, americana, e servia na linha 51 (Castelo-Lagoa), no Rio de Janeiro em 1950. Pertencia à E.M.O. (Empresa Municipal de Ônibus) 

Ônibus GMC – Viação Relâmpago

A imagem mostra um ônibus GMC em 1950 no Rio de Janeiro. Percorria a linha de número 102, entre a Praça Saens Peña na Tijuca e o Largo do Machado, na Zona Sul. Os ônibus da GMC foram uma referência na época, com um padrão de construção elevado e moderno  

 

Ônibus Leyland-Grassi

A imagem de 1950 mostra um ônibus de mecânica Leyland (inglesa) e carroceria Grassi entrando na Av.Brasil vindo da Av. Lobo Júnior, no Rio de Janeiro. O veículo, da Viação Estrela do Norte, fazia a linha de número 98, Vaz Lobo – Candelária  

Ônibus Chevrolet – 1950

O ônibus exibido tem mecânica e carroceria Chevrolet, e servia a linha S-4, Méier-Penha (via Del Castilho) em 1950 pela Viação São Paulo, do Rio de Janeiro

Ônibus Cermava – Mercedes Benz

A empresa Carrocerias Cermava foi fundada em 1950 e tinha sede no Rio de Janeiro, tendo sido mais tarde adquirida pela Caio, de São Paulo. A imagem mostra um ônibus Cermava-Mercedes Benz, da linha 254, na Avenida Maracanã em 1968

Ônibus Volvo – Carbrasa – 1950

O veículo da foto tinha mecânica Volvo importada, e sua carroceria era feita pela Carbrasa, do Rio de Janeiro. Percorria a linha 200, Castelo – Marechal Hermes

Lotação Mauá – Nilópolis 1954

O lotação da imagem fazia a linha Praça Mauá-Nilópolis (Rio de Janeiro) em 1954. O veículo, um ônibus REO 1941, tinha motor de 6 cilindros a gasolina

 

Lotação Ford/Metropolitana

A imagem mostra um lotação que fazia a linha E.Ferro – Leblon (Rio de Janeiro) em 1954. A carroceria, fabricada pela Metropolitana, foi construída sobre um chassis Ford FK. A presença do Exército é certamente devida a algum dos muitos tumultos da época 

Ônibus “Camões” 1955

Os ônibus apelidados de “Camões” pelo povo – numa alusão ao poeta português cego de um olho – tinham mecânica AEC (inglesa) e carroceria fabricada pela Grassi, de São Paulo. A imagem mostra um modelo desse tipo que percorria a linha de número 12, Leblon-Estrada de Ferro, no Rio de Janeiro em 1955  

Lotação Chevrolet – 1955

 A imagem mostra um lotação de marca Chevrolet em 1955 trafegando pela Av. 24 de Maio após o Engenho Novo, no Rio de Janeiro. Pertencia à empresa Auto Anglia. Os lotações tinham menor capacidade que os ônibus 

Lotação Ford – 1955

Vemos aqui um lotação Ford com carroceria de madeira em 1955. Ele está cruzando a passagem de nível em Maria da Graça (bairro do Rio de Janeiro). É um veículo de pequena capacidade, menos de 12 passageiros. Os lotações surgiram nos anos 40 e terminaram com o decreto do governador Carlos Lacerda que tornou obrigatória a transformação da frota em ônibus 

Ônibus Twin Coach Rio – Belo Horizonte

A Twin Coach, da Fageol, produziu um dos melhores ônibus rodoviários da época, com avanços em tecnologia e conforto. Vemos um ônibus desse tipo em 1957, no terminal rodoviário Mariano Procópio, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro, cujo destino era a cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais 

Ônibus Aclo-Grassi

A imagem mostra um ônibus de mecânica inglesa Aclo, e carroceria Grassi, de São Paulo, em frente à Central do Brasil (Rio de Janeiro) em 1956. Este ônibus percorria a linha que na época tinha o número 207, Ribeira (Ilha do Governador) – Castelo, pela Viação Ideal. A linha ainda existe, e continua sendo servida pela mesma empresa, agora com o número 324

 

Ônibus Papa-Fila 1956

O “papa-filas” foi introduzido como uma possível solução para o problema de insuficiência da capacidade de transporte dos ônibus no final dos anos 50. Os primeiros modelos foram utilizados em São Paulo. A carroceria, fabricada pela Caio, tinha capacidade para 120 passageiros, sendo 55 sentados. O cavalo mecânico geralmente era um FNM .

Ônibus Mercedes 1958

O ônibus de mecânica Mercedes LP312 exibido tinha carroceria da fábrica Bons Amigos. Servia na linha 60, e está no ponto final no Cosme Velho, Rio de Janeiro 

Ônibus Chevrolet “Caixotinha” – 1959

A imagem mostra dois ônibus da Viação Mosa (Rio de Janeiro), um da linha 10 Mauá-Fátima (hoje C-10) e outro da 62 Mauá-Aeroporto. Os dois veículos são Chevrolet do modelo conhecido por “Caixotinha”

Ônibus Scania-Vabis B75

O ônibus Scania-Vabis B75 foi o primeiro a ser fabricado por esta empresa no Brasil, em 1959. Seu motor, de 7 ou 10 litros, diesel, desenvolvia 165cv de potência (versão de 10 litros). Com carroceria Ciferal, podia acomodar até 78 passageiros. O exemplar exibido pertence à Viação Cometa

Lotação Chevrolet 1961

A foto de 1961, tirada na Cinelândia, Rio de Janeiro, mostra um lotação cuja carroceria foi construída sobre um chassis Chevrolet 1954. Ao fundo, o teatro Municipal

 

Lotação Mercedes-Benz 1963

 O lotação da foto, um Mercedes-Benz com mecânica LP-312, percorria a linha Rio- Comprido – Leblon (Rio de Janeiro) no ano de 1963  

  

 Ônibus Mercedes-Vieira 1964

A imagem mostra um ônibus Mercedes-Benz – Vieira da linha 176 (Estrada de ferro-Gávea), no Rio de Janeiro. Foto tirada na Av. Nilo Peçanha. Em primeiro plano, uma Rural Willys

Trolleys de Recife

O seviço de transporte por trolleys em Recife foi inaugurado em 1960, tendo sido bem recebido pelo público. Os modelos usados inicialmente eram do fabricante americano Marmon-Herrington. Em 1962 foram adquiridos novos carros, já de fabricação nacional, Caio-Villares. Outros fabricantes nacionais também forneceram mais unidades, como a Massari e a Ciferal

Ônibus Elizário – Mercedes Benz

A Carrocerias Elizário, de Porto Alegre, produziu este ônibus, em 1965, para viagens rodoviárias. Pertencia a empresa Brasília Imperial, realizando viagens entre Brasília e o Rio de Janeiro. A Elizário foi comprada pela Marcopolo em 1970

 Ônibus Mercedes Benz – Carbrasa

 A empresa Carrocerias Brasileiras – Carbrasa produzia originalmente modelos que usavam mecânica Volvo importada. O modelo apresentado, em uma foto de 1965, mostra um veículo Carbrasa – Mercedes Benz, no terminal de ônibus do Castelo, Rio de Janeiro. O ônibus percorria a linha 378, Marechal Hermes-Castelo, pela empresa Auto-Diesel

 

Ônibus Chevrolet 1950

A imagem mostra um ônibus Chevrolet 50 na rua Itibira, Rio de Janeiro, em 1966. Fazia a linha Bonsucesso-Caxias

Lotação Fargo – Rio de Janeiro

Os lotações usaram grande quantidade de plataformas mecânicas, sobre as quais eram montadas as carrocerias. A imagem mostra um modelo pouco usado, de mecânica Fargo, marca pertencente ao grupo Chrysler. O veículo, em mau estado de conservação, trafega pelas ruas de Botafogo em 1966, um dos anos com as maiores chuvas já registradas. Ao fundo, vê-se outro lotação, de marca Ford 

Ônibus carroceria Carbrasa

A foto, de 1966, mostra um ônibus com carroceria Carbrasa trafegando pelas ruas da Tijuca (Rio de Janeiro), percorrendo a linha 202. A Carbrasa foi criada por Mário Sterka, diretor da Volvo do Brasil, em 1945. Eram feitas com chassis de aço coberto por chapas de alumínio

Ônibus Mercedes/Metropolitana

A imagem mostra um ônibus Mercedes, com carroceria Metropolitana no Rio de Janeiro nos anos 60. Pertencia à Viação Carioca e percorria a linha 215 – Praça 15 – Uruguai

Transporte por Trolleys no Rios

Os trolleys foram introduzidos no Rio de Janeiro, assim como na maioria das cidades, em substituição aos bondes. Os veículos utilizados foram importados da Itália, fabricados pela General Electric. Chegaram ao porto do Rio em 1958 mas só começaram a entrar em serviço em 1962. Foram criadas 23 linhas, nas áreas do Centro, Zona Sul e Zona Norte. A imagem, de 1966, mostra um veículo da linha E-20 no primeiro plano, trafegando em faixa seletiva na contra-mão 

Ônibus Mercedes – Petrópolis

A imagem mostra um ônibus Grassi-Mercedes-Benz em Petrópolis em 1967. Percorria a linha 5 – Valparaíso pela Viação Serrana. A cidade, na época ainda pequena, já enfrentava congestionamentos de trânsito

Ônibus Mercedes-Benz Carbrasa 1967

O ônibus em primeiro plano tem mecânica Mercedes e carroceria Carbrasa, e circulava pela Viação Auto-Diesel na linha 378, no ano de 1967

Bondes de Campos do Jordão

O sistema de bondes de Campos do Jordão, um dos dois únicos em funcionamento no Brasil, iniciou suas atividades em 15 de novembro de 1914, como estrada de ferro, usando duas locomotivas a vapor. A tração elétrica veio em 1924, com auomotrizes de origem inglesa. Em 1956, o material rodante dos bondes de Guarujá foi transferido para a EFCJ (Estrada de Ferro Campos do Jordão). Os veículos atuais foram reformados tendo a mecânica antiga como base

Lotação Mercedes – 1968

O lotação da imagem tem mecânica Mercedes-Benz Lp312, e percorria a linha 546 em 1968. Está recebendo passageiros em frente à PUC, no Rio de Janeiro. Sinal dos tempos: está sendo pixado, ao mesmo tempo  

Ônibus Mercedes-Cirb

O veículo da imagem, um Mercedes com carroceria Cirb, percorria a linha 123 (Mauá-J. Allah) em 1970, no Rio de Janeiro. Se encontra na avenida Rio Branco

Abaixo um vídeos do Museu do Transporte de São Paulo:

 

 

Fonte, fotos  e agradecimentos ao Museu do Transporte Urbano que nos deu a possibilidade de fazer uma demonstração desta bela história do transporte público urbano.

Um forte abraço,
Equipe AutoClassic