Lagonda Limited é um fabricante britânico de automóveis de luxo, do qual a administração se encontra em Gaydon, Inglaterra. O nome da companhia provém do nome de um dos fundadores da empresa, Lionel Martin, e também na prova de subida de montanha de Aston Clinton em Buckinghamshire.    


Lionel Martin e Robert Bamford, Co-Fundadores da Auston Martin em 1013    

De 1994 até 2007, Aston Martin era parte do Premier Automotive Group, uma divisão da Ford Motor Company. Em março de 2007, foi comprada por £479 milhões (US$848 milhões) pela joint-venture de investidores do Kuwait e pelo executivo de negócios inglês John Sinders. Ford deixou uma parte no valor de US$77 milhões na Aston Martin, fazendo com que o valor da companhia subisse a US$925 milhões.     

    

Muitos dos filmes de James Bond têm o Aston Martin como o carro do agente.    


Sean Connery com um Aston Martin DB5, o carro que ele dirigia
como James Bond 1m 1964 no filme Goldfinger
    

Seus superesportivos causam a melhor das impressões e seus modelos são objetos de desejo no mundo inteiro. Dirigi-los é uma tarefa para poucos e privilegiados, produzindo modelos de alto desempenho com uma tiragem inversamente proporcional à potência de seus carros. A ASTON MARTIN é considerada um dos símbolos do automóvel esportivo de luxo, com seus modelos, desde o DB5 – dirigido por Sean Connery em “007 contra Goldfinger”, em 1964, até o novo DBS, conduzido por Daniel Craig em “Cassino Royal”, o primeiro episódio das aventuras do famoso espião do cinema.    

 
Cenas do filme – Goldfinger    

A história

Foi a teimosia de seus proprietários, que insistiram em manter a fábrica em atividade que manteve a ASTON MARIN viva. Em comum eles acreditavam que fazer carros, mais que um bom negócio, devia ser a realização de um sonho. A marca surgiu nas pistas de competição. É o resultado da fusão do nome de um de seus fundadores, Lionel Martin, com o de uma prova de subida de montanha chamada Aston Climb. Tudo começou, em 1913, quando Lionel Martin e seu sócio, Robert Bramford, montaram uma oficina de preparação de automóveis da marca inglesa Singer chamada Bamford & Martin.
 
Com apenas um ano de atividade, iniciaram o projeto de fazer seus próprios veículos, o que veio a acontecer em 1915, quando acoplaram um motor de quatro cilindros ao chassi de outro carro, eles criaram seu primeiro automóvel. A produção da nova fábrica foi interrompida por causa da Primeira Guerra Mundial.

 

Mas, assim que a paz foi restaurada, a marca voltou a fabricar seus automóveis. Com a saída de Bramford da sociedade, em 1920, e a excessiva dedicação de Martin às corridas, a produção da fábrica ficou em segundo plano, o que levou a empresa a experimentar sua primeira crise financeira.

 


Bert with Derrick & Inter
Nem a injeção de capital nem a nova gestão impediram que a fábrica fosse vendida em outubro de 1926, ano em que a empresa adotou seu nome atual, uma homengaem a corrida de Aston-Clinton-Bergrennen, que Lionel Martin ganhou em 1913. O novo proprietário, o piloto italiano Augusto Cesare Bertelli, projetou um modelo esportivo que alcançou sucesso nas corridas, mas sua administração durou pouco.


LM20 at Le Mans    

Em 1932 foi a vez de Sir Arthur Sutherland comandar a ASTON MARTIN. Cheio de planos para a empresa, esse nobre acreditava que a boa reputação dos carros nas pistas o ajudaria a vender modelos desenvolvidos para as ruas. Em 1939, surgiu, então, um avançado protótipo, chamado Atom, que possuía estrutura de chassi e suspensões independentes e sinalizava o que seria a nova geração dos ASTON MARTIN. A Segunda Guerra Mundial, porém, atrapalhou os planos do empresário que, frustrado, se desfez da fábrica em 1947. Mais sucesso teve o industrial David Brown, um engenheiro que fabricava tratores e máquinas agrícolas, que ampliou seu império não só com a aquisição da ASTON MARTIN, mas também com a compra da Lagonda, outra marca britânica de prestígio.    


Aston Martin Atom 1939 – Prototipo
A passagem de David Brown foi tão importante para a marca que até hoje, na empresa, se fala de suas benfeitorias e ainda se usam suas iniciais DB para identificar os carros produzidos pela marca. Em 1950 a empresa anunciou o lançamento do DB2, seguido pelo DB3 de corrida em 1957 e o DB4 de estilo italiano com motor 3.7 em 1958. Todos os carros deram um ótimo pedigree de corridas para a ASTON MARTIN. No final desta década, a tecnologia desenvolvida nas pistas era incorporada aos carros de passeio e o lema da fábrica era “vencer no domingo, vender na segunda”.
David Brown comandou a empresa até 1972, quando a vendeu a um grupo inglês chamado Company Developments. Apesar do sucesso e da boa imagem dos carros, a ASTON MARTIN entrava em uma nova fase financeira difícil. E, em dois anos a fábrica estava prestes a fechar. A empresa foi adquirida então por quatro investidores, um norte-americano, um canadense e dois ingleses. Os novos donos americanos fizeram com que a empresa modernizasse suas linhas, produzindo o Vantage V8 de 1977, o conversível Volante de 1978 e o Bulldog em 1980. Mas, assim como seus antecessores não receberam o reconhecimento monetário proporcional.


Falkner & Clark LM – 1935     

Somente em 1987, surgiu a Ford com a compra de 75% das ações. Em 1988, depois de produzir cerca de 5.000 carros em 20 anos, a empresa tirou de linha os seus antigos V8 e colocou em linha o Virage. Em 1993 a Ford finalmente comprou as ações restantes da ASTON MARTIN. Graças a um grande investimento da Ford, criando novas fábricas e linhas de produção, a ASTON MARTIN iniciaria um período de ascensão e estabilidade, época em que seria lançado o modelo Aston Martin Vanquish com motor V12. 2003 foi um ano importante para a marca inglesa. No North American International Auto Show em Detroit, foi apresentado o novo AMV8 Vantage, um carro-conceito. Ele teria poucas mudanças antes de seu lançamento em 2005, e traria o seu clássico motor V8, para poder competir no mercado como um todo.    

    

Aston Martin DB2 (1950 – 1953)    

Este ano também viu a abertura da fábrica de Gaydon, a primeira na história da ASTON MARTIN feita com o propósito de fabricar veículos. Também foi apresentado o cupê DB9, que substituiria o DB7 que tinha dez anos de vida. Uma versão conversível do DB9, conhecida como DB9 Volante, foi introduzida no Detroit Auto Show de 2004. Em 2005 a ASTON MARTIN regressa à competição, criando para isso uma nova divisão, a Aston Martin Racing competindo com um modelo batizado de DBR9 nas provas de GT (Gran-Turismo) e 24h de Le Mans.    


Fábrica da Aston Martin em Gaydon – Inglaterra    

Pouco tempo depois, no dia 12 de março de 2007, devido as dificuldades financeiras da montadora americana Ford, a ASTON MARTIN é vendida para um grupo de investidores britânicos, retornando assim ao seu berço de origem. Pelo valor pago por David Richard (CEO da Prodrive e antigo proprietário da Equipe BAR de F1) e por dois bancos do Kwait, a ASTON MARTIN promete. Ao que tudo indica, foram US$ 925 milhões bem investidos.    

As obras-primas atuais

 
Atualmente a linha de veículos da tradicional montadora britânica é composta por cinco modelos:
 
ASTON MARTIN DBS:
Conhecido primeiramente no filme do espião James Bond, “Quantum of Solace” em 2006, entrou em linha de produção no ano seguinte, depois de ser apresentado no Salão do automóvel de Frankfurt. O super carro inglês é equipado com um “pequeno” motor V12 6.0 que desenvolve 510 cavalos de potência, o suficiente para levar o bólido de 0 a 100km/h em apenas 4.3 segundos. O cupê de dois lugares é equipado com carroceria de alumínio, liga de magnésio e fibra de carbono, que lhe garante leveza – 1.695kg – e resistência. Na frente alongada, destacam-se os vincos marcantes no capô e os faróis afilados, enquanto na lateral a esportividade é ressaltada pelos ombros elevados. No interior, abundância de acabamento em alumínio, fibra de carbono e couro Alcântara. Para segurar e controlar tanta disposição, o DBS conta com freios a disco ventilado de cerâmica nas quatro rodas, com auxílio de ABS, distribuição eletrônica de frenagem (EBD), sistema de assistência em frenagens de emergência (EBA), controle de estabilidade e de tração. Definido pela própria montadora como o melhor carro esportivo de luxo disponível no mercado, o DBS é uma verdadeira obra-prima toda feita a mão, como pode atestar uma placa afixada no veículo que diz “Hand built in England” (Construído a Mão na Inglaterra).

 
Video promocional do Aston Martin DBS – Conhecido primeiramente no filme do espião James Bond, “Quantum of Solace” em 2006, entrou em linha de produção no ano seguinte, depois de ser apresentado no Salão do automóvel de Frankfurt.    

ASTON MARTIN DB9:    

O modelo Top de linha da montadora britânica, apresentado oficialmente em 2004, foi o primeiro a ser desenvolvido totalmente pela ASTON MARTIN depois da compra pela antiga proprietária, a americana Ford. O modelo tem estrutura de alumínio e carroceria feita com uma mescla de alumínio, fibra de carbono e magnésio para favorecer a redução do peso e sua distribuição equilibrada entre os eixos (que é de exatamente 50% em cada um). O DB9 estréia uma nova plataforma, chamada VH (Vertical Horizontal), que reúne as mais modernas tecnologias de manufatura (como o sistema de solda molecular a frio, 90% mais resistente que a solda convencional), mas mantém artesãos para as tarefas que requerem mais delicadeza. Visualmente, o modelo exibe um design irrepreensível desde a característica grade dianteira, passando pelas maçanetas embutidas e chegando às lanternas traseiras, que têm desenho refinado. Internamente, o que mais chama atenção é o acabamento luxuoso, com partes de madeira (o cliente tem três tipos à sua escolha), couro (20 opções de cor) e alumínio polido.    

 
Em Casino Royale (2006), o agente secreto tinha a sua disposição o fantástico ASTON MARTIN DB9    

ASTON MARTIN DBS VOLANTE:    

Apresentado oficialmente em fevereiro de 2009, é a versão conversível do famoso modelo DBS. A substituição do teto rígido por um elétrico em lona, que necessita de apenas 14 segundos para se abrir, não implicou no fim dos dois pequenos lugares traseiros. O fascinante modelo, 16º conversível da marca britânica, é equipado com um motor V12 de 6 litros que gera 510 cavalos de potência permitindo acelerar de 0 à 100 km/h em 4,3 segundos e atingir 307 km/h de velocidade máxima. Em seu interior, luxo e conforto são complementados pela inclusão de um avançado sistema de áudio da marca dinamarquesa Bang & Olufsen, com sistema de navegação e disco rígido, além de entradas auxiliares para iPod e USB.    

     

ASTON MARTIN V8 VANTAGE:    

 Seguindo a linha pomposa dos carros da montadora inglesa, o modelo mais acessível (em termos de preço) da marca foi lançado oficialmente em 2005 e projetado para competir com o Porsche 911. O modelo é equipado com um motor V8 de 4.3 litros, que faz o bólido atingir uma velocidade máxima de 280 km/h e acelerar de 0 a 100 km/h em apenas cinco segundos.    

     

ASTON MARTIN V12 VANTAGE:    

Apresentado oficialmente no Salão do Automóvel de Genebra em março de 2009, o modelo vem equipado com motor 6.0 litros de 517 cavalos de potência que o faz acelerar de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos. Serão produzidas apenas mil unidades do modelo.    

     

O mais caro do mundo

     

Em 2009, a ASTON MARTIN, começou a vender “o novo carro mais caro do mundo”. Até então, o título era do Bugatti Veyron, vendido por US$ 1.4 milhões. O ASTON MARTIN One-77, com preço de fábrica de US$ 2.3 milhões, é todo feito à mão pela montadora britânica, e serão vendidas apenas 77 unidades (daí o nome do automóvel). O exclusivo modelo terá carenagem de alumínio moldada à mão e, embaixo do capô, vai carregar um motor V12 de 7.3 l. Com o propulsor, de quase 700 cavalos de potência, o carro terá velocidade final estimada de 354 km/h, fazendo de 0 a 100 km/h em 3s5. Um sistema de controle de tração ajudará na hora de guiá-lo em alta velocidade, enquanto os freios de cerâmica darão conta de parar um dos maiores superesportivos de todos os tempos. A aposta da empresa britânica é no atendimento, já que o comprador vai viajar até a fábrica da montadora e escolher pessoalmente, em conversa com engenheiros, alguns itens de personalização do carro. O recorde de “automóvel mais caro do mundo” a ser quebrado pelo modelo One-77 é para carros em linha de produção. Para carros feitos sob encomenda, a marca de mais caro do mundo é do Maybach Exelero, criado especialmente para a fabricante de pneus Fulda e que custou US$ 7.8 milhões.    

 
Em 2009, a ASTON MARTIN, começou a vender “o novo carro mais caro do mundo”…     

Das ruas para o cinema

Bond, James Bond. O personagem criado pelo escritor inglês Ian Fleming é, além do agente secreto mais conhecido do mundo, uma espécie de Midas do cinema. Tudo que leva o nome da grife 007 faz sucesso. Relógios, cremes para a pele, aparelhos de barbear e até cerveja já estiveram nos filmes do espião de Sua Majestade. Mas nada se compara aos fantásticos carros que aparecem na telona. E foi aí que a montadora britânica ASTON MARTIN consagrou-se. O glamour britânico dos carros da ASTON MARTIN significava que eles eram uma escolha natural para os filmes de James Bond, notavelmente o modelo DB5 que estreou no filme “Goldfinger” de 1964 pilotado por Sean Connery e, pouco depois, no “Thunderball” de 1965, como o veículo de trabalho do agente britânico. Na década de 90, o agente secreto utilizou modelos da ASTON MARTIN como carro particular nos filmes “GoldenEye” (1995) e “Tomorrow Never Dies”. Em 2002, o modelo Vanquish apareceu no filme “Die Another Day”, dirigido pelo ator Pierce Brosnan. E a parceria não parou por aí: Em Casino Royale (2006), o agente secreto tinha a sua disposição o fantástico ASTON MARTIN DB9.    

 
Em 2002, o modelo Vanquish apareceu no filme “Die Another Day”, dirigido pelo ator Pierce Brosnan     

A evolução visual

O logotipo da ASTON MARTIN passou por perceptíveis mudanças durante a história da marca. A mais notável aconteceu em 1927, quando foi introduzido o tradicional logotipo em forma de asa. Nos anos seguintes, ele foi modernizado e atualizado, até a introdução de sua versão atual no ano de 1987.

 

A marca no mundo

Com produção limitada a apenas 5.000 unidades por ano, a gloriosa marca britânica comercializa seus exclusivos e luxuosos veículos em mais de 60 países ao redor do mundo, tendo como principais mercados a Europa, os Estados Unidos e o Oriente Médio. Ao todo, são mais de 120 concessionárias localizadas em 40 países.
 

Fontes de pesquisa: site oficial da empresa, Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites de colecionadores da marca. 

Saudações, 

Teresa Gago
Portal AutoClassic
Rio de Janeiro – Brasil