Entre 1963 e 2017, a Porsche produziu um milhão de unidades do 911, um automóvel que atravessou gerações e mantém todo o prazer que só está disponível ao volante de um verdadeiro esportivo.

O primeiro modelo nasceu do projeto de Ferdinand “Butzi” Porsche, neto de Ferdinand Porsche, o “pai” do VW “Carocha”.

1963: o 901 chamou-se 911 – O primeiro modelo foi realizado com base no 356, do qual herdou o motor de seis cilindros opostos (boxer) refrigerado por ar. A Porsche quis chamar-lhe 901, mas foi impedida pela Peugeot que já tinha registada essa designação e acabou por optar por 911.

1965: Surge o 912 – A produção do 356 sobreviveu à primeira geração do 911, mas foi descontinuada em 1965. O motor de quatro cilindros opostos foi utilizado no novo 912, que esteve presente no catálogo da Porsche até 1969. 

Na mesma altura foi apresentado o inovador Targa, realizado com base no 911, uma criação original para garantir a condução a céu aberto, num período em que os americanos ameaçavam impedir a produção de conversíveis em nome da segurança.

1966: 911 S – A referência 911 S marcou a diferença do motor de seis cilindros, cuja potência passou de 130 para 160 cv. Houve uma evolução do chassis, os travões foram potenciados e foram adoptadas novas jantes Fuchs em liga leve.

1970: 911 2.2 – Um aumento do diâmetro dos cilindros permitiu dilatar a cilindrada do motor seis cilindros boxer para 2.165 cc e garantir três opções de potência: 125, 155 e 180 cv. Surgiu uma versão mais esportiva com um chassis mais leve (930 kg). Foi produzido até 1971.

1972: 911 2.4 – A cilindrada do motor chegou aos 2.4 litros e a potência atingiu os 190 cv.

1973: Carrera RS 2.7 – Ao fim de 10 anos de vida do 911, a Porsche apresentou o primeiro Carrera RS, pensado para ser utilizado tanto na estrada como em competição. O motor boxer atingiu os 2,7 litros de cilindrada, adotou a famosa injeção mecânica e a imagem foi marcada pela original asa traseira. O nome tem origem na famosa Carrera Panamericana disputada no México nos anos 50. Este motor também passou a estar disponível nos 911.

1975: 930 Turbo – A Porsche aderiu à sobrealimentação em 1972 e em 1975 surgiu o 930 Turbo com o motor 3.0 litros a debitar 260 cv. A imagem assumiu um aspecto mais agressivo, marcado pela grande asa traseira. Em 1976 o motor 2.7 atmosférico dos 911 foi substituído por um 3.0 litros. Até 1980 a potência foi nivelada nos 204 cv em todos os modelos, exceto nos vendidos nos EUA. 

1984: Carrera 3.2 – O SC 3.0 surgido em 1977 viu a cilindrada do motor passar para 3.2 litros, num ano em que a Porsche surgiu no “Paris-Dakar” com um 911 4×4. Jacky Ickx começou por dominar, mas René Metge garantiu a vitória alemã.

Em 1985 a Porsche regressou ao Dakar com o 959, realizado com base num hiper-carro produzido em série muito limitada, mas só chegou ao triunfo em 1986, na segunda tentativa, com um modelo que também passou pelas 24 Horas de Le Mans, apesar de ser um 4×4.

1989: 964 Carrera – O 3.6 964 Carrera apresentou um design diferente e alterações importantes no chassis. Em 1990 uma versão sobrealimentada do motor 3.3 atingiu os 315 cv. 

1992: Turbo S – O primeiro Turbo S, com um interior mais espartano para melhorar a relação peso/potencia, garantia 376 cv. Dois anos depois, o 964 Turbo com um novo motor 3.6 sobrealimentado oferecia 360 cv.

1995: 993 Carrera – O 993 talvez tenha sido um dos melhores modelos da família. O design, a aerodinâmica e o chassis foram profundamente evoluídos. Foi o primeiro Porsche a contar com dois turbos e o motor de 3,6 litros chegou aos 400 cv.

1999: 996 Carrera – No início dos motores refrigerados por água, o 996 Carrera foi criticado pelas semelhanças com a imagem dianteira do Boxster, uma crítica que foi aceite pela Porsche, que alterou a imagem em 2002. O motor de 3.4 litros debitava 296 cv. 

O 996 GT3 pode ser visto como uma proposta radical realizada com base no 996. O bloco aspirado com 3,6 litros garantia 355 cv e era o mesmo que equipava o 996 Turbo de 415 cv, tendo sido derivado do motor que equipou o 911 GT1 e marcou presença em Le Mans. A versão mais potente do motor 3.6 bi-turbo surgiu em 2005 no 996 Turbo S. 

2005: 997 Carrera – Inspirado na imagem do 993, o 997 reassumiu os grupos ópticos redondos, num modelo equipado com o motor de 3,8 litros que garantia 320 cv no Carrera S. Em 2007 a gama foi enriquecida com o 997 GT3 de 415 cv, que contou com uma versão ainda mais radical – o 993 GT3 RS – apresentado em 2007.

2009: 997/2 Carrera – A segunda geração do 997 Carrera contava com uma caixa automática de dupla embraiagem (PDK) e estreou uma nova injeção direta, que melhorou a capacidade do motor. A versão Turbo com um motor de 3,8 litros com 493 cv surgiu em 2010. Esta proposta deu origem ao renovado GT3 RS, cujo motor de 3,8 litros garante 444 cv. 

2012: 997/2 GT3 RS – A cilindrada do motor atmosférico subiu para 4.0 litros e o novo GT3 RS passou a oferecer 500 cv.

2013: 991 Carrera – A nova geração do 911 surgiu com a distância entre-eixos aumentada e vias mais largas. A utilização intensiva de alumínio permitiu reduzir o peso num automóvel que inovou com a adopção de uma caixa manual de sete velocidades e um sistema de “torque vetorial” para melhorar a estabilidade direcional. 

Em 2014 surgiu a versão 991 Turbo S onde a potência chegou aos 560 cv em modelos equipados com caixa automática de dupla embraiagem (PDK) e opção de tração total permanente. O GT3 com um novo motor de 3,8 litros passou a debitar 475 cv.

2016: 991 GT3 RS – A derradeira evolução do GT3 RS passou a garantir 500 cv com o motor de 4.0 litros e uma imagem mais próxima das pistas do que da estrada.

2017: 991/2 Carrera – A Porsche deixou de lado os motores sobrealimentados, e os renovados Carrera e Carrera S surgiram equipados com um motor 3.0 litros turbo com 370 ou 420 cv

Fonte: Aquela Máquina