Apesar de todas as dificuldades pelas quais passa o nosso mercado de motocicletas, ele ainda é um dos mais atraentes do mundo para todos as marcas. E mesmo os menores fabricantes e que produzem motos bem específicas e para determinados nichos, o Brasil se apresenta como uma grande oportunidade.

Esse é o caso da SWM Motorcycle (Speedy Works Motors), um pequeno fabricante italiano que decidiu se apresentar aos consumidores brasileiros no mesmo momento em que lança sua linha de motos para o mercado europeu, norte-americano e asiático, já atendendo à legislação de emissão de poluentes EURO4. A marca possui uma linha de motos clássicas e algumas específicas para enduro e supermoto.

Para o Brasil, o fabricante se associou com a SU Trade, empresa brasileira de comércio exterior e que está preparando uma estrutura básica e muito enxuta para iniciar o processo de importação a partir de junho de 2017. José Eduardo Gatti, CEO da SU Trade, informa que serão importados para vender no mercado brasileiro os modelos SWM  Silver Vase e Gran Milano, uma Scrambler e uma Cafe Racerrespectivamente.

Motos de nicho

Gatti explica que estes são modelos que entram em uma faixa de cilindrada e estilo com menor presença da concorrência e que se forem mantidas as atuais taxas de câmbio, a estimativa inicial é que os preços fiquem em torno de R$ 25.000,00 para estas duas motos, que compartilham quase tudo – chassi, motor e câmbio – , mas possuem diferenças importantes na suspensão dianteira e na relação de transmissão. O motor das duas é de um cilindro com 440 cc de capacidade cúbica e que oferecem 30 cv e 3,72 kgf.m de torque. A expectativa dos executivos da empresa é que as primeiras motocicletas estejam disponíveis aos consumidores perto do Salão Duas Rodas deste ano, que ocorrerá em novembro.

Por isso, os planos da SWM não são assim tão ambiciosos. Há mais um ou dois modelos a serem definidos para importação, possivelmente uma trail de 650 cc, a Super Dual, e uma moto específica para enduro. “Nosso objetivo é trabalhar na consolidação de mercado da marca com esses modelos e analisar o que melhor se ajusta ao consumidor brasileiro”, fala o executivo José Eduardo Gatti.

As motos SWM foram referência nas competições na Europa, principalmente na Itália no início da década de 1970. Mas problemas financeiros e a forte concorrência das marcas japonesas fez a SWM fechar as portas. Até que o italiano Ampelio Macchi e o investidor chinês Daxing Gong relançaram a marca no EICMA – Salão de Milão de 2014. O primeiro tem em seu curriculo passagens por áreas técnicas de Cagiva, Husqvarna e Aprilia, e o segundo comanda a Shineray, marca chinesa já conhecida dos brasileiros.

Breve história

No início dos anos 1970, durante as agora denominadas corridas Endurance (resistência), as motos italianas equipadas com motores 4 tempos começaram a competir contra as motos equipadas com motores 2 tempos. Nesse cenário surgiram dois pilotos e amigos com a mesma paixão pelo off-road, que decidiram construir sua própria moto, estabelecendo a SWM – Speedy Working Motors.

O começo foi com motos artesanais, mas diferentes do que se via nas pistas e que conquistaram muito respeito utilizando motores Sachs de 50, 100 e 125 cc. As SWM destacaram-se por sua competitividade nas provas off-road, até que houve a oportunidade de correr uma prova internacional e ter sucesso. Esse foi o início de uma rota de conquistas de títulos. Estas vitórias fizeram com que a companhia italiana passasse a fabricar suas motos clássicas para competições.

Fonte: Motoline